Coligação Juntos por Guimarães reuniu em Convenção Autárquica

A Coligação Juntos por Guimarães reuniu no sábado, dia 3 de julho, na Fábrica Asa, para pensar o Município que queremos ter em 2030. Habitação, natalidade e fixação de população, emprego e atratividade industrial, são os eixos do programa da Coligação que Bruno Fernandes deixou claros na sua intervenção.

Além dos diversos autarcas e candidatos da Coligação, estiveram presentes o eurodeputado, eleito pelo PSD, José Manuel Fernandes e Salvador Malheiro, presidente da Câmara de Ovar e vice-presidente da Comissão Política Nacional do PSD.

José Manuel Fernandes pôs a tónica da sua intervenção no atraso nos projetos que deverão concorrer aos fundos comunitários que, para serem elegíveis para o PRR, têm de estar aprovados até 2023, “estamos com o ano de 2021 bastante adiantado e não se conhece nenhum projeto estruturante que possa ser colocado à discussão pública”.

Salvador Malheiro realça que Guimarães devia ser uma centralidade nesta região e ainda não é porque tem, repetidamente, falhado esse objetivo.

Bruno Fernandes começou por recordar que 32 anos da atual governação não foram suficientes para implementar soluções de futuro para Guimarães. O candidato da Coligação Juntos por Guimarães a presidente da Câmara enunciou os principais problemas do concelho, pelos quais passam as soluções do programa com que se apresenta às eleições de setembro próximo.

Resolver os problemas de habitação dos jovens, das famílias e dos bairros sociais

O Plano Municipal de Juventude, elaborado pelo Município, refere que uma das principais queixas dos jovens é a falta de habitação. “É a própria Câmara que reconhece nos seus documentos o problema, mas não implementa políticas para o resolver”, avalia Bruno Fernandes. “Esta é uma área prioritária, resolver os problemas de habitação dos jovens e das famílias e resolver o problema dos bairros sociais. Uma governação socialista e mantém há 32 anos a vergonha que se passa na Emboladoura, por exemplo. Vamos, sem dúvida, resolver o problema da habitação em Guimarães”, afirmou Bruno Fernandes.

Creches para as famílias jovens colocarem os seus filhos

O candidato da Coligação está preocupado com a perda de população. “Porque é que um centro industrial, com uma universidade não é capaz de captar população?” – Questiona Bruno Fernandes. “Porque deixamos de ser atrativos. As questões da natalidade e do emprego serão também preocupações da nossa candidatura”. Além das questões da habitação, do emprego e da mobilidade, o candidato da Coligação atribui grande importância à falta de soluções para as famílias que precisam de creches para os seus filhos mais pequenos. “Não podemos queixar-nos da perda demográfica e depois ter um território em que os casais jovens não encontram uma creche para colocar os seus filhos. O Município de Guimarães tem que jogar aqui um papel, à semelhança daquilo que outros já estão a fazer”, preconizou Bruno Fernandes.

Política de solos para atrair empresas para o concelho

“Se já é difícil encontrar habitação, mais difícil é uma empresa de média dimensão encontrar soluções para se instalar no nosso concelho”, considera Bruno Fernandes. Para o candidato a falta de atratividade para a empresas está relacionada com a falta de atratividade para as pessoas que “nas freguesias limítrofes fogem para os concelhos vizinhos”.

Para o candidato da Coligação “é preciso uma política de solos para acolhimento empresarial e requalificar os parques industriais existentes”.

A interligação entre a cidade e as vilas foi outro dos temas da intervenção de Bruno Fernandes, chamando a atenção para o tempo que se demora para chegar a qualquer ponto do concelho, mesmo depois de concluídas algumas obras que deviam melhorar fluidez do transito. No que toca aos transportes públicos, Bruno Fernandes alerta para a necessidade de corredores dedicados, sob pena de termos os autocarros presos no trânsito caótico.

Autonomia financeira para as Juntas de Freguesia

O candidato da Coligação, lembrando o seu tempo como presidente de Junta, comprometeu-se com uma nova postura na forma como as verbas são distribuídas pelas juntas de freguesia. “Os senhores presidentes de Junta não terão de andar de chapéu na mão a partir de outubro. Eu defendo total autonomia financeira das Juntas de Freguesia, para poderem fazer o seu trabalho”, afirmou Bruno Fernandes.

“Não há liberdade em Guimarães”, terminou o candidato da Coligação. Lembrando que os munícipes e as associações não se podem manifestar ou queixar das ações do Município sem temerem sofrer represálias. “Não adianta colocar o cravo na lapela no 25 de abril. Mas depois durante o ano tentar controlar. Os cidadãos têm que ser livres de decidir as suas opções e o Município e o presidente da Câmara têm que respeitar essas decisões”, afirma Bruno Fernandes.

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